sábado, 3 de agosto de 2013


POEMA EM DOIS ATOS
      (Francisco Deliane)


I ATO

com raios fulgurantes de sol

bordarei as vestes da tua tristeza

e rindo mostrarei os dentes

que rasgaram os versos

que eu ainda não disse

que estraçalhados retornaram ao peito

onde, aprisionados, se fizeram gemidos

de versos abortados

transfigurados

na insensatez do amor

irrealizado e triste.



II ATO 

com raios de luar 

bordarei o leito onde vais deitar

e meu peito alegre

com o teu chegar

libertará o verso 

como fosse um mantra

reiteradamente, repetidamente

- "como é bom amar“

- "como é bom te amar“.



EPÍLOGO


No encontro do sol com o luar

O amor se fará sem peso,

sem censura, sem medida.