sábado, 10 de agosto de 2013

E... A POESIA MORRE?

Francisco Deliane


A poesia enclausurada n’alma libertou-se 

Na fuga esbarrou em um tinteiro, fez-se poema,

Suas impressões restaram gravadas no papel

Conclamando a todos a viver o espetáculo do amor 


Mas o poeta, agora, enclausurou o poema,

Na estreita gaveta de um criado-mudo.

Ali o poema amarelou como velha fotografia.

Na vida tudo passa.

É certo, o poeta passou, 

Seus herdeiros encontraram o poema

Abraçado a tantos outros

‘In memorian’ os publicaram.


Neste dia o poeta renasce junto a sua poesia

Dividida e compartilhada sem nenhum ciúme

O poeta sempre vai, porém, 

Renasce na leitura da poesia que fica. 


A vida sempre passa, mas o amor sempre permanece. 

O amor e a poesia nunca morrem.